Arlete Silvá Àcciari e Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono
A Psicoterapia Breve tem se mostrado uma alternativa no atendimento psicológico ambulatorial de doenças crônicas, entre elas a Doença Inflamatória Intestinal.
Este estudo analisou os resultados da Psicoterapia Breve Transpessoal em pacientes com Doença de Crohn, uma das Doenças Inflamatórias Intestinais mais agressivas, com grande repercussão psíquica e social e que tem tido a sua incidência aumentada.
Diversos estudos demonstram que o paciente com Doença de Crohn sofre com sintomas e desconforto físico por décadas, ocorrem alterações na rotina, alimentação, vida sexual, profissional, acadêmica e social, atividades e física e de lazer, impactando diretamente a qualidade de vida. O processo do adoecimento provoca mudanças significativas na autoimagem e autoestima, e normalmente, vem acompanhado com quadro de ansiedade e depressão.
O modelo terapêutico foi estruturado a partir do referencial da Abordagem Integrativa Transpessoal e se mostrou significativamente eficaz com redução da depressão (-76,8%), da ansiedade (-62,0%) e estado de desesperança (-61,2%). Além disso, houve melhora no estado de saúde geral (40,4%) e na qualidade de vida (35,3%). Culminando com uma redução (-38,1%) na atividade da Doença de Crohn.
A Psicoterapia Breve Transpessoal é uma proposta de acompanhamento psicológico a ser indicada para pacientes com Doença de Crohn ou outras doenças crônicas.
